sábado, 14 de setembro de 2013

Vagas de empregos para deficientes auditivos


Conceito de Deficiente Auditivo Unilateral

O objetivo deste post é definir Deficiência Auditiva Unilateral.

 Antes de se discutir ou defender qualquer tema, no caso a audição unilateral, é necessário que se tenha a limitação total dele, ou melhor, estabelecer os limites desta expressão.
 A expressão deficiente unilateral é formado por três palavras, sendo deficiente a palavra chave da expressão, deficiência segundo o dicionário Aurélio é:

 Verbete: deficiência [do lat. Deficiência.]
 S.F.
 1. Falta, falha, carência; imperfeição, defeito.
 2. Méd. Insuficiência (3).

 Desta forma, deficiência auditiva, trivialmente conhecida como surdez, consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir, isto é, um indivíduo que apresente um problema auditivo.
 É considerado surdo todo o individuo cuja audição não é funcional no dia-a-dia, e considerado parcialmente surdo todo aquele cuja capacidade de ouvir, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva.
 Existem duas expressões que são consideradas sinônimos, “surdez” e “deficiência auditiva” mas na verdade, não são.
 A surdez, sendo de origem congênita, é quando se nasce surdo, isto é, não se tem a capacidade de ouvir nenhum som.
 Por sua vez, a deficiência auditiva é um déficit adquirido, ou seja, é quando se nasce com uma audição perfeita e que, devido a lesões ou doenças, a perde.
 Na esfera jurídica, a “Lei Maior”, que é a Constituição Federal de 88 não define o que é um deficiente auditivo unilateral, porém o Brasil é signatário da Convenção das Pessoas Portadoras de Deficiência, sendo que esta foi aprovada conforme o art. 5, parágrafo 3 da CF/88, o que lhe dá força de Lei constitucional e que será discutida em um post posterior.
 O mencionado Decreto define a pessoa portadora de deficiência como:

 Artigo1
 (...)
 Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.

 Observa-se que a definição acima engloba o portador de deficiência unilateral já delimitado aqui neste texto.
 Importante salientar que tanto a Constituição Federal, quanto a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e Lei nº 7.853/1989, contemplam disposições expressas de proteção ao deficiente físico, no qual se incluem o deficiente auditivo unilateral, dispondo a Carta Magna, dentre vários outros, verbis:

 Constituição Federal
 Art. 227.
 [...]
 § 1º - O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente, admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo aos seguintes preceitos: I – [...];II - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de integração social do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos.

 Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência

 Artigo 3

 Princípios Gerais
 (...)
 A plena e efetiva participação e inclusão na sociedade
 Artigo 27
 Trabalho e Emprego
 1. Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência de trabalhar, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas. Este direito abrange o direito à oportunidade de se manter com um trabalho de sua livre escolha ou aceito no mercado laboral em ambiente de trabalho que seja aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência. Os Estados Partes deverão salvaguardar e promover a realização do direito ao trabalho, inclusive daqueles que tiverem adquirido uma deficiência no emprego, adotando medidas apropriadas, incluídas na legislação, com o fim de, entre outros:
 a. Proibir a discriminação, baseada na deficiência, com respeito a todas as questões relacionadas com as formas de emprego, inclusive condições de recrutamento, contratação e admissão, permanência no emprego, ascensão profissional e condições seguras e salubres de trabalho;
 b.Proteger os direitos das pessoas com deficiência, em condições de igualdade com as demais pessoas, às condições justas e favoráveis de trabalho, incluindo iguais oportunidades e igual remuneração por trabalho de igual valor, condições seguras e salubres de trabalho, além de reparação de injustiças e proteção contra o assédio no trabalho;
 e. Promover oportunidades de emprego e ascensão profissional para pessoas com deficiência no mercado de trabalho, bem como atendimento na procura, obtenção e manutenção do emprego e no retorno a ele;
 g. Empregar pessoas com deficiência no setor público;
 h. Promover o emprego de pessoas com deficiência no setor privado, mediante políticas e medidas apropriadas, que poderão incluir programas de ação afirmativa, incentivos e outras medidas; (grifou-se)

 Lei nº 7.853/89

 Art. 2º Ao Poder Público e seus órgãos cabe assegurar às pessoas portadoras de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação, à saúde, ao trabalho, ao lazer, à previdência social, ao amparo à infância e à maternidade, e de outros que, decorrentes da Constituição e das leis, propiciem seu bem-estar pessoal, social e econômico.
 Parágrafo único. Para o fim estabelecido no caput deste artigo, os órgãos e entidades da administração direta e indireta devem dispensar, no âmbito de sua competência e finalidade, aos assuntos objetos esta Lei, tratamento prioritário e adequado, tendente a viabilizar, sem prejuízo de outras, as seguintes medidas:
 [...]
 III - na área da formação profissional e do trabalho:
 [...]
 d) a adoção de legislação específica que discipline a reserva de mercado de trabalho, em favor das pessoas portadoras de deficiência, nas entidades da Administração Pública e do setor privado, e que regulamente a organização de oficinas e congêneres integradas ao mercado de trabalho, e a situação, nelas, das pessoas portadoras de deficiência;

 Desta forma, qualquer lei contrária a definição exposta acima entendemos ser errônea e passível de discussão judicial, como por exemplo o Art. Art. 4, II do Decreto 3.298/99, que exclui o deficiente auditivo unilateral das vagas destinadas as pessoas portadoras de deficiência nos concursos públicos.
 Uma vez trazidas às definições, é importante salientar que a deficiência auditiva cria inúmeras barreiras físicas e psicológicas na disputa de oportunidades no mercado de trabalho, conforme demonstra o artigo médico a seguir transcrito de autoria do Dr. Paulo Perazzo, médico Otorrinolaringologista:
 A perda auditiva é menos freqüentes e pode ser causada por vários fatores, tais como: caxumba (parotidite), fístula Peri linfática, trauma acústico, tumores, além das causas desconhecidas.
 É comum que as pessoas, por apresentarem audição normal de um lado, acreditem que não precisam procurar ajuda ou que não existe tratamento para o seu caso. No entanto, o indivíduo que possui uma perda auditiva unilateral apresenta dificuldade de comunicação e não consegue ter o mesmo rendimento que uma pessoa com audição normal dos dois lados teria em determinadas situações. As queixas mais comuns do paciente adulto com audição unilateral são as seguintes: falta de equilíbrio, dificuldade em localizar a fonte sonora, dificuldade em compreender a fala principalmente no ruído ou quando o falante está posicionado ao lado da pior orelha.
 Crianças com este tipo de perda, além de todas as queixas já citadas anteriormente, podem apresentar dificuldade no aprendizado, alterações comportamentais e emocionais e até serem consideradas crianças distraídas.
 Para os casos de indicação de uso de aparelho auditivo, a orientação a ser dada para este futuro usuário, uma vez que o beneficio auditivo não será percebido em todas as situações de seu cotidiano.
 Assim, tendo em mente que o individuo com perda auditiva unilateral tem como referência a audição normal, é necessário selecionar um aparelho auditivo de tecnologia avançada, com qualidade sonora que se aproxime da audição normal.
 Paciente que usam o aparelho auditivo referem uma grande melhora na audição e comunicação, além disto passam a viver a vida com mais segurança e conforto.
 Paulo Perazzo – Médico Otorrinolaringologista
 Cooperado da Unimed Feira de Santana
 Fonte:http://www.unimed.com.br/pct/index.jsp?cd_canal=50252&cd_secao=50517&cd_materia=283785 –

Espero ter ajudado os amigos.

Tipos de Deficiência Auditiva
Deficiência Auditiva Condutiva: Qualquer interferência na transmissão do som desde o conduto auditivo externo até a orelha interna (cóclea). A orelha interna tem capacidade de funcionamento normal mas não é estimulada pela vibração sonora. Esta estimulação poderá ocorrer com o aumento da intensidade do estímulo sonoro. A grande maioria das deficiências auditivas condutivas pode ser corrigida através de tratamento clínico ou cirúrgico.
Deficiência Auditiva Sensório-Neural: Ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo. Os limiares por condução óssea e por condução aérea alterados, são aproximadamente iguais. A diferenciação entre as lesões das células ciliadas da cóclea e do nervo auditivo só pode ser feita através de métodos especiais de avaliação auditiva. Este tipo de deficiência auditiva é irreversível.
Deficiência Auditiva Mista: Ocorre quando há uma alteração na condução do som até o órgão terminal sensorial associada à lesão do órgão sensorial ou do nervo auditivo. O audiograma mostra geralmente limiares de condução óssea abaixo dos níveis normais, embora com comprometimento menos intenso do que nos limiares de condução aérea.
Deficiência Auditiva Central, Disfunção Auditiva Central ou Surdez Central: Este tipo de deficiência auditiva não é, necessariamente, acompanhado de diminuição da sensitividade auditiva, mas manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na compreensão das informações sonoras. Decorre de alterações nos mecanismos de processamento da informação sonora no tronco cerebral (Sistema Nervoso Central).

Causas da Deficiência Auditiva Condutiva
*Cerume ou corpos estranhos do conduto auditivo externo.
*Otite externa: infecção bacteriana da pele do conduto auditivo externo.
*Otite média : processo infeccioso e/ ou inflamatório da orelha média, que divide-se em : otite média secretora; otite média aguda; otite média crônica supurada e otite média crônica colesteatomatosa.
*Estenose ou atresia do conduto auditivo externo (redução de calibre ou ausência do conduto auditivo externo). Atresia é geralmente uma malformação congênita e a estenose pode ser congênita ou ocorrer por trauma , agressão cirúrgica ou infecções graves.
*Miringite Bolhosa (termo miringite refere-se a inflamação da membrana timpânica) Acúmulo de fluido entre as camadas da membrana timpânica, em geral associado a infecções das vias respiratórias superiores.
*Perfurações da membrana timpânica: podem ocorrer por traumas externos, variações bruscas da pressão atmosférica ou otite média crônica supurada. A perda auditiva decorre de alterações da vibração da membrana timpânica. É variável de acordo com a extensão e localização da perfuração.
*Obstrução da tuba auditiva.
*Fissuras Palatinas.
*Otosclerose.
Causas da Deficiência Auditiva Sensório-Neural:
Causas pré-natais:
*de origem hereditárias ( surdez herdada monogênica, que pode ser uma surdez isolada da orelha interna por mecanismo recessivo ou dominante ou uma síndrome com surdez); e uma surdez associada a aberrações cromossômicas de origem não hereditárias ( causas exógenas ), que podem ser:
*Infecções maternas por rubéola, citomegalovírus, sífilis, herpes, toxoplasmose.
*Drogas ototóxicas e outras, alcoolismo materno.
*Irradiações, por exemplo Raios X.
*Toxemia, diabetes e outras doenças maternais graves.
· Causas perinatais:
· Prematuridade e/ou baixo peso ao nascimento.
· Trauma de Parto - Fator traumático/ Fator anóxico.
· Doença hemolítica do recém-nascido ( icterícia grave do recém-nascido).
· Causas pós-natais.
· Infecções - meningite, encefalite, parotidite epidêmica ( caxumba ), sarampo.
· Drogas ototóxicas
· Perda auditiva induzida por ruído ( PAIR ).
· Traumas físicos que afetam o osso temporal.
Fatores de Risco
Alguns fatores que podem causar deficiência auditiva são:
· Antecedentes familiares de deficiência auditiva, levantando-se se há consangüinidade entre os pais e/ou hereditariedade.
· Infecções congênitas suspeitadas ou confirmadas através de exame sorológico e/ou clínico ( toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes e sífilis ).
· Peso no nascimento inferior a 1500g e/ou crianças pequenas para a idade gestacional (PIG).
· Asfixia severa no nascimento, com Apgar entre 0-4 no primeiro minuto e 0-6 no quinto minuto.
· Hiperbilirrubinemia com índices que indiquem exanguíneo transfusão.
· Ventilação mecânica por mais de dez dias.
· Alterações crânio-faciais, incluindo as síndromes que tenham como uma de suas características a deficiência auditiva.
· Miningite, principalmente a bacteriana.
· Uso de drogas ototóxicas por mais de cinco dias.
· Permanência em incubadora por mais de sete dias.
· Alccolismo ou uso de drogas pelos pais, antes e durante a gestação.
Identificação e Diagnóstico
O diagnóstico das deficiências de audição é realizado a partir da avaliação médica e audiológica. Em geral a primeira suspeita quanto à existência de uma alteração auditiva em crianças muito pequenas é feita pela própria família a partir da observação da ausência de reações a sons, comportamento diferente do usual ( a criança que é muito quieta, dorme muito em qualquer ambiente, não se assusta com sons intensos ) e, um pouco mais velha, não desenvolve linguagem. A busca pelo diagnóstico também poderá ser originada a partir dos programas de prevenção das deficiências auditivas na infância como o registro de fatores de risco e triagens auditivas.
O profissional de saúde procurado em primeiro lugar é geralmente o pediatra, o qual encaminhará a criança ao otorrinolaringologista, quando se iniciará o diagnóstico. Este profissional fará um histórico do caso, observará o comportamento auditivo e procederá o exame físico das estruturas do ouvido, nariz e das diferentes partes da faringe. O passo seguinte é o encaminhamento para a avaliação audiológica.
No caso de adultos, em geral a queixa de alteração auditiva é do próprio indivíduo, e, no caso de trabalhadores expostos a situações de risco para audição o encaminhamento poderá advir de programas de conservação de audição.

terça-feira, 2 de julho de 2013

SURDEZ DA CÓCLEA OU DO NERVO AUDITIVO

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Também conhecida pelos médicos por surdez neurossensorial ou sensorioneural

É a forma mais comum de surdez.
As causas podem ser várias desde problemas menores como diminuição na irrigação sangüínea do ouvido até mais sérias como tumores cerebrais. Estes problemas também ocorrem como parte do processo de nosso envelhecimento. A partir de 55 anos de idade a audição pode começar a diminuir como acontece com a visão em idade menor ainda. Esta diminuição normal da idade varia muito de pessoa para pessoa e está normalmente ligada a herança genética, a condições anormais a que o ouvido foi exposto durante a vida (barulho intenso, infecções etc..) ou a doenças gerais como hipertensão arterial e diabete que podem afetar o ouvido.

Existem muitos mitos e desinformações sobre surdez.
As pessoas geralmente falam que não há nada o que se pode fazer para surdez. Atualmente a grande maioria das pessoas podem ser ajudadas.

Outra desinformação é que acupuntura ou homeopatia pode curar a surdez. Não há nenhuma evidência científica quanto a isso.

Outro mito é que aparelhos de audição não ajudam, porém a grande maioria pode ouvir muito bem com um aparelho bem adaptado e prescrito por médico. Não se deve comprar aparelhos de audição na loja ou por propagandas de rádio e televisão.

Atualmente existem aparelhos extremamente avançados mesmo quando os aparelhos comuns de audição não funcionam bem, como próteses auditivas implantáveis, implantes cocleares, implantes de tronco cerebral e próteses implantáveis no osso. O médico otorrinolaringologista vai poder orientá-lo da melhor maneira.

CAUSAS DA SURDEZ DO NERVO

Existem muitas causas da surdez do nervo.

Duas das mais comuns são:
-Exposição à ruído de alta intensidade ou sons altos.
-Presbiacusia (surdez pela idade)

Outras causas incluem:
-Viroses (rubéola, caxumba)
-meningite
-uso de certos medicamentos ou drogas
-propensão familiar (hereditárias)
-traumas na cabeça
-doenças cárdio-circulatórias
-defeitos congênitos
-alergias
-problemas metabólicos (diabete por exemplo)
-tumores

O diagnóstico precoce é crucial para poder controlar e tratar a maioria das causas da surdez.

SEMPRE HÁ ALGUMA COISA A SE FAZER

Nas pessoas com problemas alérgicos ou metabólicos existe tratamento medicamentoso.

Nos tumores o é tratamento cirúrgico.

Em muitos casos não existe a cura do problema, porém um aparelho auditivo restaura a audição. É como usar óculos para quem não enxerga.

Os aparelho auditivo tiveram grande avanço tecnológico nos últimos anos e hoje são de muita boa qualidade. Só dependem de uma boa escolha.

Os aparelhos auditivos, assim como os óculos, não curam a surdez mas fazem a pessoa ouvir bem o que é um primeiro passo para o restabelecimento de um bem estar individual social, econômico e emocional.

Alguns pacientes podem também se beneficiar com algumas formas de reabilitação que incluem “leitura labial” (habilidade em compreender o que as pessoas falam observando o movimento de seus lábios), aprendendo a se afastar de locais ruidosos cujo barulho atrapalha a compreensão das palavras e ensinando a família a falar mais devagar e com clareza.

Existem também algumas pessoas que optam pela reabilitação das pessoas surdas com linguagem de sinais. Porem nós médicos preferimos sempre reabilitar as pessoas para escutar e se comunicar falando pois com isso ela poderá mais facilmente se adaptar na vida social e profissional dos ouvintes.

Procure sempre um otorrinolaringologista se você ou alguém próximo a você:

-não entender direito o que as pessoas falam
-usar o rádio ou TV muito alto
-pedir para repetir o que as pessoas falam
-um ouvido escutar mais do que o outro
-tiver que fazer esforço para ouvir

quinta-feira, 25 de abril de 2013



Falando um pouquinho sobre a Educação de Surdos

A Questão da Educação de Surdos 
Professora Doutora Nídia Regina Limeira de Sá

     
No Brasil e no mundo ainda tem grande força a abordagem educacional
oralista. Oralismo é o nome dado àquelas abordagens que enfatizam a fala
e a amplificação da audição e que rejeitam, de maneira explícita e
rígida, qualquer uso da língua de sinais. Assim, “o oralismo tanto é uma
ideologia quanto um método” (Wrigley, 1996, p. 15).
      Aqui
e ali instituições anteriormente comprometidas com uma visão oralista,
pressionadas por diversos movimentos de resistência, começam a abrir
oportunidades para a penetração da língua de sinais em seus territórios
(destaco que nem sempre o fato de se suportar a presença da língua de
sinais significa permitir a presença da comunidade surda ou de adultos
surdos nos espaços educacionais, o que, na maioria dos casos continua
sendo indesejável). Assim, com a pretensão de sair do Oralismo – agora
já um tanto mal visto – muitas instituições afirmam estar aceitando a
língua de sinais e trabalhando sob a égide da Comunicação
Total.
    
Owen Wrigley comenta: “A Comunicação Total veio significar a mistura da
fala e língua dos sinais mais convenientes a cada professor (...). O
uso da língua dos sinais nesses ambientes mostrou-se ser, na melhor das
hipóteses, apenas ‘fala apoiada pelos sinais’, que é inadequada para ser
compreendida por uma criança surda como uma mensagem completa (...). A
‘Comunicação Total’ é qualquer coisa, menos total, e raramente comunica”
(ibid., p. 15). 
    
Num anterior trabalho sobre a educação de surdos, analisando discursos
de profissionais e de adultos surdos percebi que o termo “Comunicação
Total” é usado com diferentes entendimentos: a) pode referir-se a um
posicionamento “filosófico-emocional” de aceitação do surdo e de
exaltação da comunicação efetiva pela utilização de quaisquer recursos
disponíveis; b) pode referir-se à abordagem educacional bimodal que
objetiva o aprendizado da língua da comunidade majoritária através da
utilização de todos os recursos possíveis além da fala, quais sejam:
leitura dos movimentos dos lábios, escrita, pistas auditivas, e, até
mesmo de elementos da língua de sinais; c) pode referir-se a um tipo de
bimodalismo exato, que faz uso simultâneo ou combinado de sinais
extraídos da língua de sinais, ou de outros sinais gramaticais não
presentes nela, mas que são enxertados para traduzir a linearidade da
língua na modalidade oral e para auxiliar visualmente o aprendizado da
língua-alvo, que é a oral” (Sá, 1999, p. 99-102). Seja como for,
qualquer abordagem que não considere a língua de sinais como primeira
língua, e a língua utilizada por surdos proficientes como referencial, é
uma mera conveniência para com os profissionais ouvintes que trabalham
na área da surdez.
      Atualmente estão sendo divulgados trabalhos educacionais bilíngües, ou “com bilingüismo”, os quais
pressupor
a língua de sinais como primeira língua, nada diz quanto à questão das
culturas envolvidas, das identidades surdas, das lutas por poderes,
saberes e territórios, e, finalmente, nada deixa definido quanto às
políticas para as diferenças. 
    
Ora, quando se opta por interpretar a língua de sinais como primeira
língua a ser considerada no processo educativo dos surdos, tem-se que
entender que tal proposição, como decorrência, altera toda a organização
escolar, os objetivos pedagógicos, a participação da comunidade surda
no processo escolar, bem como nega a necessidade da integração escolar.
   
No Brasil a integração escolar de surdos tem sido defendida pelo poder
oficial que, com um discurso que apela às emoções, tem tentado
disseminar a idéia de que é um ato de discriminação colocar os surdos,
bem como qualquer outro tipo de “deficiente”, tristemente isolados em
escolas especiais – atribui-se que é um atentado à modernidade, ou ao
avanço tecnológico, ainda se desejar manter grupos “isolados”.
Defende-se a idéia de que colocar os “deficientes” junto às pessoas
“normais” é um sinal de grande avanço impulsionado pela solidariedade. O
foco é colocado nas concessões e ajustes que as escolas e instituições
devem fazer para “receber” a estes.   
    
A idéia é manter “todos” juntos para assimilar a diversidade. O que não
fica muito explícito, no entanto, é que a separação do outro pode ser
conseguida, apesar da aproximação física, por restrição da comunicação;
ou seja: “separação com o propósito de criar uniformidade” (Wrigley,
1996, p. 52).
    
A inclusão que defendemos é aquela que compreende o acesso igual ao
conteúdo curricular – a questão da dispersão física das crianças
ouvintes não é o problema central. Afirmo com Wrigley: “quando a
diferença da surdez é obliterada, através da insistência tanto na
identificação social como ‘semelhante aos que ouvem’ quanto numa
modalidade da comunicação centrada na oralidade, então a inclusão justa,
compreendida como acesso ao conteúdo curricular, é funcionalmente
negada” (Wrigley, 1996, p. 91).
      Incluir surdos em salas de aula regulares, invibializa o desejo dos surdos de construir saberes, identidades e 
culturas
a partir das duas línguas (a de sinais e a língua oficial do país) e
impossibilita a consolidação lingüística dos alunos surdos. Não se trata
de apenas aceitar a língua de sinais, mas de viabilizá-la, pois todo
trabalho pedagógico que considere o desenvolvimento cognitivo tem que
considerar a aquisição de uma primeira língua natural (este é o eixo
fundamental do “bilingüismo”, tal como o defendemos). De outra forma,
como a criança estabelecerá contato com o mundo de representações que a
cerca? Como tecerá suas próprias significações? Ao contrário, caso a
criança surda tenha uma língua natural, ela contará com a base para a
aquisição de uma segunda língua, pois terá as condições ótimas para o
desenvolvimento de sua cognição, de sua auto-estima e de sua identidade.
    
Ora, aos defensores da “integração escolar equânime”, poderíamos
perguntar: é possível ter escola onde haja o mesmo número de crianças
surdas e ouvintes? Dá para ter o mesmo número de professores surdos e
ouvintes, e que todos sejam fluentes nas duas línguas? Ora, ainda que
isto fosse possível, ainda assim não haveria mães, pais, avós, e irmãos
surdos para distribuir a todas as crianças surdas... Enfim, uma
integração escolar equânime fica bem apenas em discursos.
    
Quando se defende a língua de sinais como primeira língua não se está
afirmando que o desenvolvimento cognitivo depende exclusivamente do
domínio de uma língua, mas se está crendo que dominar uma língua garante
melhores recursos para as cadeias neuronais envolvidas no
desenvolvimento dos processos cognitivos. Assim, objetivamente, o que
pretendem os defensores do “bilingüismo” é garantir o domínio de uma
língua para dar bases sólidas ao desenvolvimento cognitivo do indivíduo
(Fernandez, 2000, p. 49). Destaco, com Eulália Fernandez, que o uso do
termo “bilingüismo”, no entanto, também exige o cuidado de não se esta

NÃO GOSTO DA MINHA VOZ – POSSO MUDÁ-LA ?




Sim, você pode! 

A voz é uma dádiva. É um atributo que somente o
ser humano tem, como forma de comunicação pela palavra falada. É ela
que nos diferencia de outros seres vivos, e nos permite expressar uma
gama grande de sentimentos, seja de alegrias, nervosismo, ansiedade,
raiva, euforia ou sofrimentos. É ela que nos permite expressar nossas
idéias e nossos desejos e também é através da nossa voz que exercemos
nosso poder de convencimento. A voz possui características físicas,
biológicas e psicoemocionais que, em seu conjunto, deve chegar ao ouvido
do interlocutor de forma agradável, para que possamos, assim, chamar
esta voz de normal ou adaptada.
A voz deve ser compatível com a idade, com o
sexo, com a estatura física; deve ter flexibilidade, entonação,
musicalidade e uma intensidade adequada para determinados momentos.
Algumas vozes são excessivamente roucas,
ásperas e soprosas; outras, muito agudas (finas), estridentes, causando
no ouvinte uma sensação de invasão e de desconforto auditivo. São várias
as causas destas alterações. Geralmente, são patologias (doenças)
benignas, facilmente tratadas cirurgicamente e com retorno à normalidade
em poucos dias.
Existem vozes que, embora não patológicas, não
são do agrado da pessoa, seja por que julga inadequada para sua
profissão ou mesmo, simplesmente, porque não gosta, e que podem ser
tratadas. Hoje, já é possível tratar-se pessoas com vozes não
condizentes para sua idade ou sexo. Homens com vozes femininas ou
infantis e mulheres com vozes muito graves, frequentemente confundidas
ao telefone, têm, na fonocirurgia e fonoterapia, uma possibilidade de
modificar esta situação.
Uma voz inadequada pode gerar um sentimento de
inferioridade e de insegurança, trazendo problemas de adaptação e
aceitação no convívio social e profissional. O idoso passa a ser
reconhecido como tal quando sua voz se torna fraquejada. Um programa de
saúde vocal preventivo ou corretivo pode ser instituído em pessoas,
ditas da terceira idade, a fim de evitar o “envelhecimento da voz”. Vale
lembrar que crianças roucas ou com alterações de voz são motivo de
zombaria na escola, acarretando para as mesmas um estigma, que por vezes
carregam por toda a vida.
O exame e a avaliação das alterações e doenças
das pregas vocais é realizado no consultório do otorrinolaringologista,
por meio de aparelhos não invasivos, permitindo visualizar as pregas
vocais. A introdução de modernas fibras ópticas rígidas e flexíveis, das
fontes de luz estroboscópica e da videoquimolaringoscopia permite
detectar a presença ou não de alterações em seu relevo e função, de
forma cada vez mais segura e correta.
A partir de um diagnóstico firmado, uma
terapêutica multiprofissional bem conduzida, com a colaboração do
paciente, terá grandes possibilidades de devolver-lhe o prazer de ser
dono de uma voz que lhe agrade. A laringologia, exercida por um grupo de
profissionais, entre os quais o otorrinolaringologista e o
fonoaudiólogo, reserva um grande arsenal terapêutico para estes
pacientes...

Surdo-Mudo


Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não 
falam porque não aprenderam a falar. Muitas fazem a leitura labial, 
outras não. 


Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando 
atenção em você, acene para ela ou toque em seu braço levemente.


Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, 
pronunciando bem as palavras, mas não exagere. Use a sua velocidade 
normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar. 


Use um tom normal de voz, a não ser que lhe peçam para falar mais alto. Gritar nunca adianta.

Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. 


Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo 
em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também 
atrapalha.


Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado. 
Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo), pois isso 
dificulta ver o seu rosto.


Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa 
surda tiver dificuldade em entender, avisará. De modo geral, suas 
tentativas serão apreciadas e estimuladas. 


Seja expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não podem ouvir 
mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, 
tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o 
movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer 
dizer.


Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você 
desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.


Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para 
compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que 
repita. Geralmente, as pessoas surdas não se incomodam de repetir 
quantas for preciso para que sejam entendidas.


Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar. O método não é tão importante.


Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérpret

e, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete.


Procure aprender LIBRAS o 2o idioma oficial do Brasil...Agora em todas 
as empresas e comercios e escolas sera nescessario sabermos LIBRAS... 
Isto e Lei... e nos faz bem.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Relação entre a criança surda e família

Resumo Cientes da importância da família para a promoção do desenvolvimento da criança, especialmente daquelas que apresentam algum tipo de deficiência, propusemo-nos a descrever estudos sobre as interações e relações desenvolvidas entre a criança deficiente e sua família. Ênfase é dada às interações desenvolvidas no microuniverso da família, considerando a sua influência preponderante na evolução das relações futuras da criança. Assim, são abordados temas relativos a: a) importância das interações e relações sociais para o desenvolvimento e adaptação da criança deficiente; b) o impacto do nascimento de uma criança deficiente no desenvolvimento da família enquanto grupo; c) a criança surda e suas interações familiares. Palavras-chave: Deficiência auditiva; criança surda;, interações genitores-criança surda; famílias de crianças deficientes; relações familiares
O processo de comunicação entre os indivíduos através da linguagem verbal depende sobretudo da audição que, sem dúvida, constitui um fator importantíssimo no contato da criança com o mundo. A comunicação refere-se às diferentes formas utilizadas pelos indivíduos na transmissão de informações, as quais devem, necessariamente, responder a regras e a códigos que possuam significados. Nesse processo, a função auditiva é não somente importante como bastante complexa; o ouvido funciona como uma ponte entre o mundo exterior e o sistema nervoso, adaptando informações vibratórias e transmitindo sinais temporais. As modificações na função auditiva alteram consideravelmente a percepção do meio e toda a construção psicofisiológica do mundo pela criança (Lafon, 1989). A deficiência auditiva é entendida como um tipo de privação sensorial, cujo sintoma comum é uma reação anormal diante do estímulo sonoro (Gagliardi & Barrella, 1986). Em geral, os vários tipos de deficiência auditiva são classificados de acordo com o grau de perda da audição que, por sua vez, é avaliado pela intensidade do som, medida em decibéis (dB), em cada um dos ouvidos (Marchesi, 1996). Segundo esse autor, o momento da perda auditiva tem clara repercussão sobre o desenvolvimento infantil. Quanto mais idade tiver a criança, e quanto maior experiência com o som e com a linguagem oral ela possuir, mais facilitada será a sua posterior evolução lingüística. Os efeitos da restrição de experiências de linguagem têm sido tradicionalmente associados a caracterizações estereotipadas da pessoa surda, a quem se atribui traços como pensamento concreto, elaboração conceitual rudimentar, baixa sociabilidade, rigidez, imaturidade emocional etc. (Góes, 1996). Para Marchesi (1996), a criança surda não tem, em geral, habilidades sociais suficientes para iniciar normalmente as interações, para controlar o desenvolvimento das mesmas e para satisfazer as necessidades dos outros. Porém, quando a criança possui um bom nível de linguagem (oral ou gestual), e quando seus colegas (outras crianças surdas) também a utilizam, o tipo de relação que se estabelece, incluindo a freqüência das mesmas, é semelhante à que ocorre entre duas crianças ouvintes. Assim, a identificação e intervenção precoces da perda auditiva em bebês e crianças pequenas adquirem importância crucial para o processo de adaptação do indivíduo ao mundo. Nesse processo, o adulto desempenha o papel principal, sendo o maior responsável pela sintonia estabelecida com a criança e por facilitar as trocas comunicativas entre ambos. Por exemplo, em se tratando do processo de aquisição da linguagem, a adequação mútua nas "conversações" mantidas sobre os objetos, a troca de olhares, gestos e expressões e a incorporação da linguagem da criança surda por parte do adulto são alguns dos elementos que contribuem para o estabelecimento de uma linguagem fluente e satisfatória (Marchesi, 1996). No entanto, o mesmo autor comenta que as observações e estudos realizados sobre as relações entre genitores e crianças surdas na etapa pré-escolar indicam uma alta probabilidade de que as interações diminuam, devido às dificuldades de comunicação da criança surda. Nos estudos sobre as crianças surdas, as investigações sobre a interação social, em geral, tendem a misturar-se às que analisam a competência e o desenvolvimento comunicativo, sendo difícil diferenciar, nitidamente, as duas dimensões. No entanto, a interação social pode ser estudada não somente como elemento constituinte do processo de ensino-aprendizagem, já que esse processo se realiza a partir da ação conjunta de vários fatores, mas também como dimensão específica do desenvolvimento e, consequentemente, como um processo no qual intervêm um conjunto de fatores comunicativos (Marchesi, 1996). Assim, cientes da importância do papel das interações sociais para o desenvolvimento da criança são apresentados, a seguir, estudos que discutem algumas questões relativas às interações e relações interpessoais, especialmente da criança surda e seus familiares. Tais questões são relevantes para a compreensão do desenvolvimento sócio-emocional do deficiente e de seu processo de adaptação ao mundo.

sábado, 17 de novembro de 2012

TDD Telefone para Surdo -Brasil

Passe Livre

O que é o Passe Livre? Mais que um benefício criado pelo Governo Federal, o Passe Livre é uma conquista da sociedade. Um avanço que trouxe mais respeito e dignidade para o portador de deficiência. Com o Passe Livre, as pessoas com deficiência podem viajar para todo o país, de forma gratuita, dentro das condições estabelecidas pelo programa. Use e defenda o seu direito. O bom funcionamento do Passe Livre depende também da sua fiscalização. Denuncie, sempre que souber de alguma irregularidade. Faça valer a sua conquista. E boa viagem! Conheça Melhor o Passe Livre Quem tem direito ao Passe Livre? Portadores de deficiência física, mental, auditiva ou visual comprovadamente carentes. Quem é considerado carente? Aquele com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo. Para calcular a renda, faça o seguinte: · Veja quantos familiares residentes em sua casa recebem salário. Se a família tiver outros rendimentos que não o salário (lucro de atividade agrícola, pensão, aposentadoria, etc.), esses devem ser computados na renda familiar. · Some todos os valores. · Divida o resultado pelo número total de familiares, incluindo até mesmo os que não têm renda, desde que morem em sua casa. · Se o resultado for igual ou abaixo de um salário mínimo, o portador de deficiência será considerado carente. Quais os documentos necessários para solicitar o Passe Livre? · Cópia de um documento de identificação. Pode ser um dos seguintes: ■certidão de nascimento; ■certidão de casamento; ■certidão de reservista; ■carteira de identidade; ■carteira de trabalho e previdência social; ■título de eleitor. · Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), comprovando a deficiência ou incapacidade do interessado. · Requerimento com declaração de que possui renda familiar mensal per capita igual ou inferior a um salário mínimo nacional. Atenção: Quem fizer declaração falsa de carência sofrerá as penalidades previstas em lei. Como solicitar o Passe Livre? · Fazendo o donwload dos formulários no site preenchendo-os e anexando um dos documentos relacionados. Uma vez preenchidos, os formulários devem ser enviados ao Ministério dos Transportes no seguinte endereço: Ministério dos Transportes, Caixa Postal 9800 - CEP 70001-970 - Brasília (DF). Neste caso, as despesas de correio serão por conta do beneficiário; ou · Escrevendo para o endereço, acima citado, informando o seu endereço completo para que o Ministério dos Transportes possa lhe remeter o kit do Passe Livre. A remessa ao Ministério dos Transportes, dos formulários preenchidos, junto com a cópia do documento de identificação e o original do Atestado (laudo) da Equipe Multiprofissional do Sistema Único de Saúde (SUS), é gratuita e deve ser feita no envelope branco, com o porte pago. Atenção: Não aceite intermediários. Você não paga nada para solicitar o Passe Livre. Quais os tipos de transporte que aceitam o Passe Livre? Transporte coletivo interestadual convencional por ônibus, trem ou barco, incluindo o transporte interestadual semi-urbano. O Passe Livre do Governo Federal não vale para o transporte urbano ou intermunicipal dentro do mesmo estado, nem para viagens em ônibus executivo e leito. Como conseguir autorização de viagem nas empresas? Basta apresentar a carteira do Passe Livre do Governo Federal junto com a carteira de identidade nos pontos-de-venda de passagens, até três horas antes do início da viagem. As empresas são obrigadas a reservar, a cada viagem, dois assentos para atender às pessoas portadoras do Passe Livre do Governo Federal. Atenção: Se as vagas já estiverem preenchidas, a empresa tem obrigação de reservar a sua passagem em outra data ou horário. Caso você não seja atendido, faça a sua reclamação pelo telefone (61) 3315.8035. Passe Livre dá direito a acompanhante? Não. O acompanhante não tem direito a viajar de graça. Saiba mais sobre o Passe Livre, e faça o download dos formulários no link abaixo: http://www.transportes.gov.br/ascom/PasseLivre/apresentacao.htm Informações e Reclamações Informações: Posto de atendimento - SAN Quadra 3 Bloco N/O térreo - Brasília/DF telefones: (61) 3315.8035. Caixa Postal - 9.800 - CEP 70.040-976 - Brasília/DF e-mail: passelivre@transportes.gov.br Reclamações: e-mail: passelivre@transportes.gov.br ou Caixa Postal - 9.800 - CEP 70.040-976 - Brasília/DF Fonte: MInistério do Transporte Site http://www.transportes.gov.br/ascom/PasseLivre/Manual.htm

sábado, 13 de outubro de 2012

Métodos de Alfabetização

Filmes Relacionados à Surdez

Adala (Coréia do Sul, 1987), Uma história de amor entre uma surda e uma pessoa normal. Adorável Professor - Mr. Holland (EUA/1995), professor de música tem um filho surdo. Aliados contra o crime Fuzz (EUA/1972), Esposa de um policial é surda e tratada com simpatia e um bandido conhecido como "O Homem Surdo" é desprezado por sua deficiência. Alpine Fire (Höhenfeuer) - (Suíça/1985), menino que se comunica em Língua de sinais. Alvo Protegido (His Bodyguard) - (USA/1998), Um homem surdo que trabalha numa empresa de bioengenharia testemunha roubo de medicação experimental. Amor secreto (Amour Secret - Stille Liebe) - (Suíça/2001), romance entre casal de surdos. A Música e o Silêncio (Jenseits der Stille) - (Alemanha/1996), garota ouvinte, filha de pais surdos descobre a música. Amy (Austrália/1998), garota surda em nova cidade. Anatomie D´un Miracle (França/1999), Documentário sobre Marco, cego e surdo de nascença, veio para o instituto na idade de doze anos, "como na idade da pedra" e, em poucos anos a Senhora Guadalupe lhe ensinou a falar. Um milagre. Quantas mentiras para sempre? Tanto quanto for necessário. Saúl, aleatório visitante, por sua mera presença desencadeia a turbulência dentro do mundo do Marco. And Now Tomorrow (USA/1944), paciente fica surdo após meningite. À Procura de Mr. Goodbar - Looking For Mr. Goodbar (EUA/1977), professora de crianças surdas, à noite procura o prazer nos braços de homens desconhecidos. Askari (EUA/2002), aventura de duas mulheres na África. Assassinato em Manhattan (When Justice Fails) - (EUA/1997), atriz é surda, policial se apaixona por promotora suspeita de assassinato. Assassinato Perfeito (In Her Defense) - (Canadá/1998), jovem advogado se envolve amorosamente com uma mulher surda casada com um milionário. A Summer to Remember (USA/1985), Garoto se comunica com orangotango em Língua de sinais. A Vida de Alexander Graham Bell (The Story of Alexander Graham Bell) – (EUA/1939), Alexander Graham Bell se apaixona por garota surda e tenta inventar meios para telegrafar a voz humana. Inventa o telefone, casa-se e torna-se rico e famoso. A Vida Secreta das Palavras (La Vida Secreta de las Palabras) – (Espanha/2005), Hannah, é introvertida, solitária e parcialmente surda. Um incidente faz com que ela permaneça cuidando de Josef, que sofreu uma série de queimaduras que o deixaram cego temporariamente. Á Procura de Mr. Goodbar (Looking for Mr. Goodbar) – (EUA, 1977), na vida profissional, a professora Theresa é reconhece pelos seus trabalhos com crianças surdas. Já sua vida sentimental não esta nada bem, principalmente depois de dois relacionamentos problemáticos consecutivos. Sem rumo, se envolve nas perigosas e agitadas noites da cidade. Babel (EUA/2006), Adolescente japonesa surda descobrindo a sexualidade. Aborda temas de Sexualidade, Violência e Suicídio. Belinda - Johnny Belinda (USA/1948), história de uma mulher surda sua vida é transformada quando ela é descoberta por um médico que lhe ensina a linguagem dos sinais. Feita versão para TV em 1982 com o nome Johnny Belinda. Beethoven - Un Grand Amour de Beethoven (França/1936), 1801, Viena: Beethoven tem diversos casos de amor e fica noivo de Thérèse de Brunswick por anos. Quando percebe que está ficando surdo e sofre de uma profunda depressão. Beethoven - Tage aus einem Leben (Alemanha/1976) outro título Beethoven-Days in a Life. Beethoven viveu de 1770 a 1827. O filme analisa a partir do momento em que ele começou a tornar-se surdo em 1813. Dentro de 8 anos, ele estava completamente surdo. Big Little Person (EUA/1919), Homem surdo que recupera a audição. Biyaya ng lupa (Filipinas/1965), outro título Blessings of The Land. Casal filipino tem um filho surdo que deve superar suas limitações para ajudar a família. Black (Indiana/2005), surdo-cega, ajuda seu professor e guia a superar o Mal de Alzheimer. Filme difícil de encontrar, mas é emocionante. Blinker en het Bagbag-juweel (Holanda/2000), Garoto fotografa objetos históricos de casa antiga, tem um Pastor que trabalha com surdos. Blue Moon (Canadá/1999), jovem mãe tem filha surda de 5 anos. Bonanza - Trovão Silencioso – Volume 3 - 3º Episódio (Bonanza - Silent Thunder – (EUA/1959-1973), seriado de TV, Joe encontra uma garota surda e decide ensina-la a linguagem dos sinais. Broadway Dos Meus Sonhos - The Dancer (França/2000), retrata a história de uma bailarina muda apaixonada pela música e que sonha, um dia, chegar a Broadway. Budbringeren – Correio Desinteressante (Noruega/1997), sobre um carteiro e mulheres surdas. Busca Alucinada (Psych-Out) – (EUA/1968), garota surda procura pelo irmão e recebe ajuda de Stoney e seus companheiros chapados. Captain Johnno (Tour the Sun) - (Austrália/1988), um menino surdo e seu amigo numa pequena cidade Australiana de pesca. Cegos, Surdos e Loucos (See No Evil, Hear No Evil) – (EUA/1989), um cego e um surdo são testemunhas de um assassinato. Comédia. Cenas de Praia ou Um Lugar à Beira-Mar ou O mar mais silencioso daquele verão (Ano natsu, ichiban shizukana umi) - (Japão/1991), Shigeru é um jovem surdo que trabalha na companhia de limpeza urbana num dia encontra uma prancha no lixo e resolve aprender a surfar. Três títulos em português. Cidade das tristeza (cty of sadness) - (Taiwan/1989), sobre uma família e seu filho mais novo surdo é preso durante o massacre de 1947. Choices (EUA/1981), rapaz é barrado no time de futebol da escola ao descobrirem que é parcialmente surdo. Cine Gibi – O filme - Turma da Mônica (Brasil/2004), animação, o DVD tem a opção de intérprete de Libras. Compensation (EUA/1999), história de duas mulheres surdas no século 19. Congo (EUA/1995), gorila se comunica em língua de sinais. Cop Land (EUA/1997), policial com problemas de audição. Corpo a Corpo (Corps a corps) - (França/2002), bailarina sofre acidente e fica surda. Cenas de sexo. Country of the Deaf ou Les Silencieuses (Strana Glukhikh) – (Rússia/1998), História de Rita e Yaya, surda que trabalha numa boate. O amante de Rita, Aljoscha perde um jogo de apostas altas. Consciente de que sem meios para saldar a dívida, Aljoscha vai morrer, as duas garotas se escondem e sonham com uma nova vida num lugar onde não há maldade. Crazy Moon (Canadá/1986), dificuldade de aprendizagem de uma jovem surda. A atriz é realmente surda. De volta a vida (Retour à la vie) - (França/2000), atriz surda vive em Paris com seu marido de 20 anos mais velho. Deafula (EUA/1975), Adaptação de Drácula todo em língua de sinais. É dublado em Inglês. Deliverance (USA/1919), Cinema mudo. Retrata a história de Helen Keller. Depois do Silêncio (Breaking Through) – (EUA/1996), Laura surda de 20 anos aprende língua de sinais, depois de conhecer uma assistente social.) Tem outro nome em Português: "Palavras do Silêncio" Dil Ka Rishta (Índia/2003), Professora de surdos se casa com um rapaz, sofrem um acidente ele morre e ela perde a memória. Dobermann (França/1997), filme Policial, tem uma personagem cigana surda Em Busca de Vingança (What the Deaf Man Heard) – (EUA/1997), depois de vinte anos fingindo ser surdo, homem quebra o silêncio e se vinga de outro que fez sua vida infeliz. E Seu Nome é Jonas (And Your Name Is Jonah) (TV Film) – (USA/1979), é ensinado a língua de sinais para criança surda sair do isolamento. Filhos do Silêncio (Children of a Lesser God) – (EUA/1986), professor de linguagem de sinais se apaixona por surda. A atriz é surda. Fome de Amor (Brasil/1968), Alfredo surdo-cego recebe casal em sua casa. Filme de sexo e troca de casais. Gestos do amor (Dove siete? Io sono qui) – (Itália/1993), Mãe não aceita a condição de seu filho surdo. A tia o ajuda a integrá-lo em grupo de surdos, ensinando-lhe a linguagem de sinais. Goya (Goya en Burdeos) – (Espanha/1999), surdo e doente, Francisco José de Goya y Lucientes, gênio da pintura espanhola, vive exilado em Burdeos, no fim de sua vida. Hamill (The Hammer) – (inglês, 2012), filme retrata a trajetória do lutador do UFC Matt Hamill, que, surdo de nascença, superou o preconceito e as dificuldades criadas por sua condição através da luta greco-romana, na qual começou graças ao seu padrasto. Helen Keller: O Milagre Continua (EUA/1984), O relacionamento entre uma professora e sua aluna surda e cega. Sequência do filme "O Milagre de Anne Sullivan". Hoshi no kinka Série de TV (Japão/1995), mulher surda trabalha em consultório de um jovem médico e eles se apaixonam. Quando ele se muda para Tóquio ela revela o seu amor em Língua de Sinais, ele sofre um acidente e perde a memória. Lágrimas do Silencio (Bridge to Silence) – (EUA/1989), surda entrega a filha aos cuidados da avó. La Vie silencieuse de Marianna Ucria (França/1997), jovem surda é obrigada a se casar aos 13 anos, aprende língua de sinais com o auxílio de um tutor francês. Atriz surda. Le Bateau de Mariage (França/1993), tem uma personagem surda. Le Saut de L'Ange (França/1991) – Curta metragem, um pesquisador que se vê entre o racional e o irracional, com a ciência e o reencontro com um surdo que quebra sua rotina. Little House on the Prairie Série de TV (USA/1974-1983) - 6ª Temporada Episódio 17 "Silent Promises". Laura ajuda um garoto surdo ensinando-o a se comunicar. Meus Filhos (Musuko) – (Japão/1991), Tetsuo é um jovem que mora sozinho em Tóquio, encontra uma garota surda-muda e fica apaixonado. Morte Silenciosa (Dead Silence) – (EUA/1997), viagem de estudantes surdos quando se deparam com três criminosos em fuga. Na Companhia de Homens (In The Company of Men) – (EUA/1997), Dois jovens executivos querem se vingar das mulheres e escolhem como alvo uma atraente digitadora surda. No Silêncio do Amor (Love Is Never Silent) – (EUA/1985), mulher se esforça para conseguir sua independência. Objeto do Desejo (The Object of Beauty) – (Inglaterra/1991), Jake e Tina perdem sua fortuna, restando-lhes uma estatueta de alto valor. A estatueta desaparece, e exerce uma estranha atração sobre Jenny, a camareira de um hotel, que é surda. Os Cinco Sentidos (The Five Senses) – (EUA/2000), Richard, um do personagens, é um oftalmologista que está tendo problemas de audição e precisa encontrar novas formas de ouvir. O Filme Surdo de Beethoven (Zyklus von Kleinigkeiten) – (Bélgica/1998), retrata os últimos dias da vida do compositor, quando se comunicava através da escrita com seus parentes. O Garoto Selvagem (L'Enfant Sauvage) – (França/1969, em 1797), um menino encontrado floresta vivia como selvagem sem saber andar, falar ou se expressar como nós. Em Portugal recebe o nome: "O Menino Selvagem". O Martírio do Silêncio (Many), (EUA, 1952), Mandy Garland nasceu surda e tem sido muda por toda sua vida. Seus pais acreditam que ela é capaz de falar, ela é matriculada numa escola para surdos que tem um professor especial. Olhos Assassinos (Eyes of a Stranger) – (USA/1981), Jane, irmã de uma surdo-cega, e descobre que um de seus vizinhos é um assassino. O Milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker) – (EUA/1962), história da Helen Keller. O Milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker) – (EUA/2000), foi refilmado duas vezes, ambas para a televisão, em 1979 e em 2000) A atriz Patty Duke, que interpretou Helen Keller no primeiro filme, interpretou Anne Sullivan no segundo filme. Onde a Verdade se Encontra (Where the Truth Lies) – (EUA/1999), advogado defende surda acusada de assassinato. Atriz surda. Filme feito para TV. O País dos Surdos (Le pays des sourds) – (França/1992), documentário premiado, A que se assemelha o mundo para pessoas que vivem no silêncio?) Parceiros da Cinemateca da Embaixada da França no Brasil podem solicitar a locação de uma das cópias deste filme. O Que Mais Pode Acontecer? (What´s The Worst That Could Happen?) – (EUA/2001), ladrão profissional é pego em flagrante, tem uma cena curta engraçada no senado traduzida em língua de sinais. Não tem nenhum personagem surdo, está aqui como curiosidade os surdos gostam de ver a cena. O Resto é Silêncio (Brasil/2003), curta metragem premiado, atores principais são surdos. Adolescente surdo leva uma vida solitária, voltado apenas para livros e poesia. Até o dia em que Clara, também surda, vai estudar na mesma escola. Disponível nas videotecas do SESC. Este filme é uma gracinha. O Segredo de Beethoven (Copying Beethoven) – (Alemanha/2006), uma estudante é designada a trabalhar com Beethoven, o mais celebrado artista vivo da época. Paciente 14 (Patient 14) – (EUA /2004), Liza é vítima de um ataque que resulta em surdez. Desesperada, concorda em participar de um tratamento experimental para voltar a ouvir. Palavras do Silêncio (Breaking Through) – (EUA/1996), Laura surda de 20 anos aprende língua de sinais, depois de conhecer uma assistente social. Tem outro nome em Português: "Depois do Silêncio" Para Além do Silêncio (Jenseits der Stille) – (Alemanha/1996), filha de pais surdos ajuda na comunicação com o mundo. Tem outro nome em Português: “A Música e o Silêncio”. Pela Primeira Vez (For the First Time) – (EUA/1959), um ídolo da ópera mundial se apaixona por uma linda garota surda. Por que tem que ser assim? (The Heart is a Lonely Hunter) – (USA/1968), surdo tenta viver com uma família em uma cidade grande, próximo de seu único amigo. Filme forte, aborda o tema do suicídio. Quatro Casamentos e um Funeral (Four Weddings and a Funeral) – (Inglaterra/1994), história de Charles, solteirão, que encontra Carrie em casamentos e funerais. O irmão de Charles é um ator surdo. Contém cenas de sexo. Quem Somos Nós? (What the Bleep Do We Know?) – (EUA/ 2004), a deficiente auditiva Amanda está numa experiência ao estilo ”Alice no País das Maravilhas” enquanto seu monótono cotidiano começa a se desmanchar. Aborda a Física. Quem Somos Nós? Uma nova Evolução. (What the Bleep!? Down the Rabbit Hole) – (EUA/2006), o mesmo filme acima com uma versão estendida, com acréscimo de novas cenas e novas descobertas científicas. Querido Frankie (Dear Frankie) - Produção (Inglesa/2004), garoto surdo que recebe cartas do pai. Rapidinho no Gatilho (Lightning Jack) – (EUA/1994), Jack Kane é o melhor atirador do velho oeste. Durante um assalto a banco, Jack pega um garoto surdo como refém, os dois acabam muito amigos e ele ensina o garoto como ser um fora-da-lei. Rápidos, brutos e mortais ou Deaf Smith and Johnny Ears (Los Amigos - EUA/1972), faroeste. Surdo une-se a pistoleiro. Relação Explosiva (The Break up) – (EUA/1998), Mulher surda, maltratada pelo marido vai parar no hospital e fica sabendo que ele foi assassinado. De vítima, passa a ser a principal suspeita. Ritmo Acelerado (It's All Gone Pete Tong) – (Inglaterra/2006), vida trágica do lendário Frankie Wilde DJ surdo. Rodeio da vida (Blue Rodeo) - (Feito para a TV/1996), garoto surdo muda para cidade nova. Ruas Selvagens (Savage Streets) – (EUA/1984), Violência urbana, uma das personagens é surda. Sobre meus lábios (Sur mes lèvres) – (França/2001), secretária deficiente auditiva consegue ler as piadas nos lábios de seus colegas de trabalho. Sons do Silêncio (Sounds of Silence) – (EUA/Suécia/1989), Fotógrafo herda casarão na Suécia e vai passar temporada no local com noiva e o filho dela, Dennis, um garoto surdo. Sympathy for Mr. Vengeance (Coréia do Sul/2002), Ryu, surdo, quer fazer tudo para salvar sua irmã. Tiros na Escuridão (Do not disturb) – (Holanda/1999), Melissa garota muda, se perde dos pais e, num beco escuro, testemunha um assassinato. Tommy (Inglaterra/1975), filho vê a morte do pai e pressionado pela mãe e o amante, o jovem acaba ficando cego, surdo e mudo. Com o tempo, descobre-se um campeão do fliperama. Tortura Silenciosa (Hear no Evil) – (EUA/1993), o roubo de uma moeda de Alexandre, o Grande, faz com que uma deficiente auditiva seja perseguida por um detetive. Tudo em Família (The Family Stone) – (USA/2005), um dos personagens é surdo e gay, mas não é o foco principal da estória. Aborda o tema da adoção por casal gay. Two Shades of Blue (EUA/2000), advogada surda é contratada para defender suspeita de assassinato de bilionário. Atriz surda. Zorro (EUA/1957), Seriado da TV, Bernardo o escudeiro fiel de Zorro se faz passar por surdo, mas é apenas mudo. O personagem Bernardo aparece em quase todos os episódios e é muito engraçado, os surdos gostam.

sábado, 15 de setembro de 2012

como as escolas ensinam surdo-mudo

A Língua de Sinais Americana (em Portugal: Língua Gestual Americana, nome original: American Sign Language, também conhecida pelas iniciais ASL) é a língua de sinais dominante, através da qual a comunidade surda nos Estados Unidos da América,[1] nos lugares de expressão anglófona do Canadá, e algumas partes do México, se comunica. A ASL também é usada, por vezes (normalmente em conjunto com uma línguas de sinais indígenas) nas Filipinas, Singapura, Hong-Kong, República Dominicana, Haiti, Porto Rico, Costa do Marfim, Burkina Faso, Gana, Togo, Benim, Nigéria, Chade, Gabão, República Centro-Africana, Mauritânia, Quénia, Madagáscar e Zimbabué. Assim como outras línguas de sinais, a sua gramática e sintaxe são distintas das línguas orais. Estima-se que a ASL seja usada por cerca de 500 000 a 2 milhões de surdos, só nos EUA. História da ASLNos EUA, assim como na grande parte do mundo, famílias ouvintes com filhos surdos, normalmente usam sinais familiares para uma comunicação simples, entre membros surdos e ouvintes da família. No entanto, hoje, muitas escolas já ensinam a ASL. A forma original da moderna ASL está intimamente ligada à afluência de muitos eventos e circunstâncias. Línguas de sinais organizadas têm vindo a ser usadas na Itália desde o século 17, em França desde o século 18, para instruir surdos. A Antiga Língua de Sinais Francesa foi desenvolvida em Paris, por Abbé de l'Epée, na sua escola de surdos. Estas línguas eram com base nas linguagens naturais usadas pelos surdos, na sua área de origem, com algumas adições, para mostrar aspectos gramaticais da língua oral local. Intérprete de ASLDesde a sua génese, na Escola Americana para Surdos, nos EUA, esta língua desenvolveu muito. Muitos dos formados nessa escola, foram leccionar noutras escolas de outros estados, difundindo a língua. Após estar firmemente estabelecida, no país, começou a surgir discordância entre os educadores, nos finais do século 19 - uns defendiam o método oralista (que defende que o surdo deve aprender a falar, não devendo usar qualquer língua de sinais) e o métodos de sinais (que defende que a língua de sinais é a língua natural do surdo, e que é essa deve ser incentivada, como método de expressão e comunicação). William Stokoe, professor de Inglês, interessou-se pela ASL, publicando muitos artigos sobre o tema, convenceu a comunidade científica dos EUA que a ASL é uma língua natural, como qualquer outra língua. A língua continua a evoluir e a crescer, como é comum a qualquer língua viva; é típico da ASL ir acrescentando novos sinais, numa tentativa de acompanhar a evolução da tecnologia. [editar] Línguas de sinais prévias[editar] FrancesaOs franceses possuíam uma língua de sinais natural, muitas vezes referida como Antiga língua de sinais francesa (ALSF). A ALSF era a língua de sinais de uma vasta comunidade de pessoas surdas que vivia em Paris. Esta língua difundiu-se passando de surdo em surdo, e é considerada a mais antiga língua de sinais da Europa. O abade Charles-Michel de l'Épée foi a primeira pessoa a reconhecer que a língua de sinais poderia ser usada para educar as pessoas surdas. Um conto popular de surdos explica que o papel abade Épée's role na origem da LSF (e posteriormente, ASL): Aquando da visita a um paroquiano, Épee conheceu as suas duas filhas surdas, que conversavam uma com a outra, usando a ALSF. A mãe explicou que as filhas estavam a ser ensinadas, em particular, por meio de significados de imagens. Épée inspirou-se nestas duas crianças surdas e, em 1771 estabeleceu a sua primeira instituição educacional para surdos.[3] Épee criou uma série de sinais gramaticais para representar as marcas gramaticais da língua francesa (denominas "sinais metódicos") e ensinou-os aos seus estudantes, para que estes conseguissem aprender a gramática da língua francesa. Na escola de Épée's, um grande grupo de crianças surdas vivia junto pela primeira vez, em França, e foi esta geração de falantes nativos que desenvolveu a AFSF e a tornou numa língua propriamente dita. A junção da SFSL, sinais metódicos e, possivelmente, outras influências, desenvolveram-se a criaram a LSF (ou langue des signes française). [editar] Estados Unidos da AméricaPouco se sabe sobre a língua de sinais nos EUA nos períodos anteriores a 1817. Nos tempos primordiais, nos EUA, uma vez que havia pouco contato entre as comunidades de surdos, uma linguagem baseada em sinais familiares era a forma de comunicação mais amplamente usada, entre surdos. No entanto, uma comunidade de surdos, em Martha’s Vineyard, nos finais do século XVII costumava usar uma língua natural de sinais. Desde 1690 até meados do século XX, existia uma percentagem elevada de surdez congénita em Martha’s Vineyard causada pelo efeito fundador. Isso fez com quase toda a população local tivesse contato com a língua de sinais. Calcula-se que 1 em cada 155 pessoas da ilha era surda, comparando com uma taxa de 1 para 5700 pessoas, nos outros locais dos EUA, durante aquele período específico. [editar] Índios das planíciesExistem relatos de que, em 1541, 1688, 1740, 1805, e 1828, os Índios das Planícies desenvolveram uma língua gestual para comunicar entre tribos de línguas diferentes. Acredita-se que esta língua gestual se tenha desenvolvido no baixo Rio Grande, antes dos europeus se estabelecerem nesta área, e que se espalhou para norte, tornando-se conhecida como Língua gestual dos Índios das Planícies (PISL). Não existem provas de que esta língua gestual tenha influenciado o desenvolvimento da ASL. Por volta de 1885, a PISL tinha cerca de 110,000 utilizadores, de índios de vários dialetos tribais. Esta não era uma língua exclusiva para pessoas surdas, antes era uma língua comum entre ouvintes de diferentes dialetos tribais.[4] [editar] Referências e fontes1.↑ CARVALHO, Paulo Vaz de. breve História dos Surdos no Mundo. [S.l.]: SurdUniverso, 2007. 140 p. 2.↑ De 500.000 a 2 milhões de usuários da ASL só nos EUA 3.↑ Padden, Carol A. - "Folk Explanation in Language Survival in: Deaf World: A Historical Reader and Primary Sourcebook, Lois Bragg, Ed." publisher = New York University Press, 2001,New York 4.↑ Farnell, Brenda. Do You See What I Mean? Plains Indian Sign Talk and the Embodiment of Action. University of Nebraska Press, Lincoln and London. 1995, p. 2. Groce, Nora Ellen, 1988, Everyone Here Spoke Sign Language: Hereditary Deafness on Martha's Vineyard, local:Cambridge, editora: Harvard University Press, ISBN 0-674-27041-X. Klima, Edward, and Bellugi, Ursula, 1979, The Signs of Language, local: Cambridge, editora: Harvard University Press, ISBN 0-674-80795-2. Harlan Lane, 1984, When the mind hears: A history of the deaf. New York: Random House. ISBN 0-394-50878-5. Scott Liddell, 2003, Grammar, Gesture, and Meaning in American Sign Language. Cambridge University Press. Padden, Carol; & Humphries, Tom, 1988, Deaf in America: Voices from a culture. Cambridge, MA: Harvard University Press. ISBN 0-674-19423-3. Oliver Sacks, 1989, Seeing voices: A journey into the land of the deaf. Berkeley: University of California Press. ISBN 0-520-06083-0. Stokoe, William C., 1976, Dictionary of American Sign Language on Linguistic Principles, editora: Linstok Press, ISBN 0-932130-01-1. William Stokoe, 1960, Sign language structure: An outline of the visual communication systems of the American deaf, Studies in linguistics: Occasional papers (No. 8). Buffalo: Dept. of Anthropology and Linguistics, University of Buffalo. Barnard Henry, 1852, Tribute to Gallaudet - A Discourse in Commemoration of the Life, Character and Services, of the Rev. Thomas Hopkins Gallaudet, LL.D. Ver página anexa: Lista de línguas gestuais